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sábado, setembro 23, 2017


Livro avalia globalização e novas tecnologias com otimismo; veja lançamentos


O Cifras & Letras seleciona semanalmente lançamentos nacionais e internacionais na área de negócios e economia.

O destaque da semana é "Obrigado pelo Atraso", do colunista do "New York Times" Thomas Friedman.
A obra foi resenhada na seção em janeiro, quando lançado em língua inglesa, o livro apresenta uma análise sobre as transformações provocadas pela globalização e pelo avanço tecnológico.

Também chega às livrarias a obra "Conteúdo S.A", lançamento da editora DVS. O livro ensina a usar o marketing de conteúdo como ferramenta para atrair público de interessados a um negócio nascente.
Veja abaixo.

MAIS VENDIDOS

Veja os livros mais vendidos na semana
Teoria e Análise
1º (1º) Marketing 4.0 - Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan (Sextante) - R$ 49,90
2º (3º) Tesouro Direto - Marcos Silvestre (Faro) - R$ 34,90
3º (4º) Previdência Particular - Marcos Silvestre (Faro) - R$ 39,90
4º (-) Fundamentos de Administração Financeira - Stephen Ross e Randolph Westerfield (GrupoA) - R$ 193
5º (2º) Rápido e Devagar - Daniel Kahneman (Objetiva) - R$ 54,90
Práticas e Pessoas
1º (2º) O Poder da Ação - Paulo Vieira (Gente) - R$ 29,90
2º (4º) Pai Rico, Pai Pobre - Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter (Alta Books) - R$ 79,90
3º (3º) O Poder do Hábito - Charles Duhigg (Objetiva) - R$ 49,90
4º (5º) Por que Fazemos o que Fazemos? - Mario Sergio Cortella (Planeta) - R$ 31,90
5º (-) Poder e Alta Performance - Paulo Vieira (Gente) - R$ 29,90
Lista feita com amostra informada pelas livrarias Saraiva, Curitiba, Martins Fontes, Fnac, Livraria da Vila, Livraria Cultura e Argumento; os preços são referência do mercado e podem variar; semana entre 10/9 e 16/9; entre parênteses, a posição na semana anterior


Faltou o indivíduo

Jon Bunting/Flickr
Fast food
Pessoas em restaurante fast food
SÃO PAULO - O jornal "The New York Times" publicou no domingo uma longa e excelente reportagem mostrando como a indústria alimentícia global está centrando esforços para aumentar suas vendas no Brasil, ajudando assim a propalar a epidemia de obesidade que rasga o país.

O mesmo jornal, na edição de segunda, trouxe outra boa matéria em que revela que a epidemia de dependência em opioides que devasta os EUA teve como agentes causadores não apenas laboratórios e médicos, que ao longo de anos promoveram e prescreveram muito liberalmente essas drogas, mas também as seguradoras, que estimulam o uso dos analgésicos dessa classe por serem bem mais baratos do que os de outras categorias com menor poder de viciar.

Como já disse, são reportagens de tirar o chapéu: extensamente documentadas e informativas. A meu ver, porém, elas padecem de uma lacuna. Tratam as duas epidemias como se elas fossem resultado apenas da ação de empresas gananciosas e da omissão de autoridades. Não há dúvida de que isso contribuiu bastante, mas acho que ficou faltando um elemento importante da história: a responsabilidade do indivíduo.

Quanto mais a ciência cognitiva avança, maior se torna a lista dos fatores que afetam nossas decisões. Não estamos falando só de estímulos mercadológicos e publicitários num ambiente regulatório de baixa qualidade, mas também de elementos até há pouco insuspeitos, como vieses cognitivos, o nível de cansaço ou de fome na hora da escolha, e até a música ambiente que está tocando.

O fato é que, mesmo que o gradiente de ação do indivíduo seja menor que se supunha, ele não tem como escapar ao papel de condutor de sua própria história, que não pode ser inteiramente delegado a outros atores. Ao fim e ao cabo, é o indivíduo que tem a palavra final sobre os alimentos e substâncias que ingere e, mais importante, é ele que fica com os ônus do que deu errado. 


23 DE SETEMBRO DE 2017
LYA LUFT

Dona Wally, minha mãe

Minha mãe, dona Wally, foi uma mulher linda, alegre, otimista. Lembro de seu passo enérgico no corredor, a voz cantando no jardim quando mexia nas suas rosas, a risada clara conversando com meu pai. Adorava viajar, adorava suas tardes com amigas (e primas) jogando cartas, adorava jogar tênis, e adorava acima de tudo meu pai, meu irmão e esta que aqui escreve - que, eu acho, nunca correspondeu direito ao que ela imaginava ser uma menina, jovem ou mulher contente, normalzinha. 

Nunca aprendi a jogar cartas, a jogar tênis, a arrumar o quarto (a empregada fazia isso muito melhor do que eu, era o meu argumento). Na cadeira, empilhavam-se minhas roupas, o armário era uma confusão, até ela jogar tudo no chão para eu arrumar do jeito que era bonito. "Tem meninas que empilham calcinhas e pijamas conforme a cor, e amarram com fitas lindas". Eu achava aquilo uma perda de tempo lastimável. Queria ler, sonhar, ser feliz, quieta e em paz. Queria entender o mundo.

Tivemos uma relação tumultuada. Nada dramático, apenas as diferenças entre uma mãe ansiosa e controladora e uma filha rebelde e amante da liberdade. Ainda que fosse a liberdade boba de andar descalça no pátio, acender o abajur do lado da cama e ler madrugada adentro, rir alto demais, rir fora de hora, e ter uma quase absoluta incompetência e desgosto pelas coisas domésticas. Isso, e ler demais, segundo minha mãe e seu bando de primas e amigas, me impediria de conseguir marido: coisa gravíssima, aliás.

Minha mãe era ansiosa em parte porque a gente nasce assim ou assado, mas também - aprendi quando tive meus filhos - porque o primeiro bebê tinha morrido e ela talvez nunca se recuperasse dessa angústia. Seja como for, fui muito cuidada, vigiada, controlada, e detestava isso embora dissessem que era "para o meu bem". 

Uma prenda doméstica que tentei dominar foi bordado. Lembro encantada de tardes que passávamos juntas na grande sala, cada uma com seu bordado, conversando animadas, ela falando da infância, da família, de como conheceu meu pai. Naturalmente, os bordados dela eram perfeitos, e os meus, uma confusão de fios tortos, encardidos, o lado avesso cheio de grandes nós. Eu era um desastre nisso e em outras coisas, como cozinha.

"As filhas de minhas amigas e primas sabem cozinhar, fazer bolo, arrumar a mesa lindamente. Pra outras coisas, você é tão inteligente, por que não aprende?". Eu não me interessava, e pela vida afora, sem interesse ou entusiasmo, em geral faço tudo malfeito. Brigamos incrivelmente, pelas coisas mais bobas, ligadas a esses meus defeitos. Mas ela curtia imensamente sua casa, os netos e a neta. Era ótima parceira nos assuntos que eu deveria cultivar: comprar roupas bonitas, me vestir melhor, gostar de festas. Às vezes me olhava como quem diz "Que pessoa é essa que eu pari e não entendo?" - nada original em muitas mães.

Nos últimos 10 anos de vida, até os 90, foi prisioneira na clausura do Alzheimer. Cuidei dela até o fim: já não me reconhecia, enrolada no xale da sua ausência. Guardei algumas mágoas infantis, mas agora, tantos anos depois, quando me dói não ter mais a quem chamar de "mãe", sei que fizemos as pazes. Acreditem, é uma sensação maravilhosa. Onde quer que você esteja, dona Wally: você me faz muita falta.

lya.luft@zerohora.com.br
LYA LUFT


23 DE SETEMBRO DE 2017
MARTHA MEDEIROS

Ler mesmo

Muito tempo atrás, escrevi um texto em que eu diferenciava o querer do querer mesmo o verbo acompanhado do advérbio de afirmação. Ou seria advérbio de intensidade? Acho que de intensidade.

Querer, a gente quer muita coisa, mas quase sempre é um querer preguiçoso, que não nos impulsiona a agir. Querer mesmo significa abrir mão de uma série de confortos, tomar muito chá de banco e ver inúmeras ideias darem errado antes de darem certo - se é que darão certo. Querer mesmo escalar uma montanha, surfar uma onda gigante, filmar um documentário, trabalhar no Exterior e outras aventuras supostamente inatingíveis.

Anos depois, escrevi uma crônica chamada Escritor Mesmo, reconhecendo a distância que havia entre mim e aqueles que colecionam prêmios, têm alto padrão intelectual, são catedráticos, virtuoses da língua e candidatos fortíssimos à Academia Brasileira de Letras. Eu? Sou nada disso.

Agora faço uso novamente do advérbio para diferenciar não os escritores, mas os leitores. Há aqueles que leem, e aqueles que leem mesmo - e a crônica de jornal é um bom balizador desta diferença. Na correria cotidiana, muitas vezes o leitor apenas passa os olhos pelo o que está escrito. Tudo bem. Passar os olhos, hoje em dia, já é digno de nota, mas o apressado corre o risco de se confundir. Por exemplo, domingo passado recebi uma dezena de cumprimentos pela passagem do meu aniversário, o que foi uma delicadeza, só que nasci em agosto. 

O que aconteceu? Aconteceu que publiquei aqui neste espaço uma crônica fictícia - um pequeno conto - com o título Algum dia, em que o personagem (masculino) sonhava em realizar vários projetos mirabolantes, porém sem jamais levantar da cama e sem perceber a passagem do tempo. A leitura do texto induzia a pensar que eram planos de um adolescente, até que, ao final, o personagem comentava que no dia seguinte completaria 58 anos.

Talvez por eu não ser uma escritora mesmo, muitos não perceberam que era um homem falando. Acharam que eu falava de mim. Que eu havia trocado de sexo, que eu tinha a intenção de morar numa praia com uma gata, que eu desejava fotografar as aves do Mato Grosso, que eu sonhava em ser guitarrista de uma banda em Berlim e que faria 58 anos no dia seguinte (a propósito, tenho 56 - não minto a idade, mas aumentá-la, isso não).

Há os que querem, e os que querem mesmo. Há os escritores, e os escritores mesmo. Há os que leem, e os que leem mesmo (pode incrementar a lista: há os que amam, e os que amam mesmo; os amigos do Face, e os amigos mesmo...). Tudo anda tão da boca pra fora, tão volátil, descartável, escorregadio, que a intensidade tornou-se um diferencial a ser comemorado.

MARTHA MEDEIROS

23 DE SETEMBRO DE 2017
CARPINEJAR

LÍNGUA no canto da boca

O homem tem a incômoda língua para fora quando se esforça. É carregar algo ou gostar de uma situação que ele põe a tramela no canto da boca.

De repente, não mais do que de repente, prepara um wrap dobrando a sua língua.

Parece um louquinho com camisa de força. Uma criança fazendo careta. Um cachorro com sede. Não traz seriedade, não inspira confiança.

A língua para fora sugere problemas motores incontornáveis. Assusta aqueles com quem dividimos intimidade, ameaça quem nem conhecemos.

Nenhuma mulher gosta, com a devida razão. Pois estraga a maior parte das selfies e das cenas amorosas. Isso que pode surgir no meio do sexo, com os espelhos do motel apontados para o corpo, provocando inevitáveis desdobramentos broxantes.

É um ataque epilético manso que acomete todo macho. Acontecerá jogando sinuca, levando as compras do mercado, batendo um pênalti, numa brincadeira no sofá, dançando em uma balada, levantando peso na academia.

Não há como apagar aquela porção de Coringa em nosso rosto, acalmar o Jim Carrey de nossas expressões. O contorcionismo poderia ser cômico se houvesse controle. Mas não tem como programá-lo ou desprogramá-lo. É um bug no sistema operacional masculino. Ainda corremos o risco de babar.

Trata-se de um movimento intuitivo, do princípio da linguagem, evocação da transição de gestos bucais nas cavernas, que emerge sem percebermos nas tarefas que exigem grande concentração. Só identificamos quando alguém chama atenção, mas já não existe desculpa convincente e reparo sociável imediato.

Às vezes, quando a esposa coloca a mão em meus lábios, não é para me silenciar, é para devolver o monstro ao seu lugar. Outras vezes quando ela me surpreende com um beijo não significa arrebatamento, é apenas uma mordaça, um selinho constrangido, destinado a interromper a vergonha de qualquer jeito.

CARPINEJAR



23 DE SETEMBRO DE 2017
SEXO

(Re)acenda esta chama

Sete passos para fugir da rotina na cama e fora dela em relacionamentos longos

Brindes, troca de presentes, declarações de amor Cada jantar de aniversário de namoro ou casamento merece uma comemoração à altura, mas também uma atenção redobrada com a rotina à medida que os anos passam. Ainda que virar muitas páginas do calendário possa significar que vocês estejam fazendo as coisas certas, relacionamentos de uma década ou mais podem entrar em um processo de escassez de diálogo e de sexo e, via de regra, uma coisa está relacionada à outra.

A falta de comunicação e de compreensão é uma queixa maior do que a falta de sexo, de acordo com a sexóloga Priscila Junqueira. Já a especialista em sexualidade feminina Cátia Damasceno afirma que a dificuldade de falar com o outro - especialmente sobre a vida íntima - é tanta que, muitas vezes, quando o casal decide procurar um terapeuta, o relacionamento já está em um estágio tão avançado de desgaste que a reconciliação é difícil ou improvável.

- O sexo, quando é bom, tem uma pequena importância dentro do relacionamento, de 30% a 40%. Mas, quando é ruim, ocupa um percentual muito alto de relevância. E pode levar à separação, porque as pessoas preferem terminar a falar sobre isso com o parceiro. Precisamos nos conscientizar de que o sexo tem que ser conversado - explica Cátia.

A seguir, as sexólogas Cátia e Priscila dão sete dicas sobre o que pode funcionar para manter a chama acesa em relações longas, tanto na cama quanto no dia a dia.

2 MANTENHA A INDEPENDÊNCIA DOS FILHOS

O fato de ter crianças em casa não pode ser usado como desculpa para o casal não cuidar um ao outro. Priscila destaca que as crianças - mesmos os bebês - são dependentes, mas não necessariamente apenas dos pais. Assim, de tempos em tempos, um familiar ou uma babá de confiança pode entrar em cena para ajudar o casal a sair da rotina e encontrar amigos, ir ao cinema ou apenas ficar a sós um com o outro.

- Esses momentos de estar com os amigos ou a sós, os dois, tornam qualquer rotina mais prazerosa. Se estão bem cuidados, os filhos vão ficar bem algumas horas ou um fim de semana sem os pais - afirma Priscila, mãe de um menino de dois anos.

Assim como Priscila, Cátia tem crianças pequenas em casa. E afirma, por experiência própria, que os filhos não são limitadores dos momentos íntimos do casal.

- Não dá para justificar uma ausência do comportamento de marido e mulher por causa dos filhos. Mas há, sim, muitos homens que passam a enxergar a mulher apenas como mãe depois de ela dar à luz, ignorando que ela continua tendo desejo. Se é essa a situação, precisa ser conversada - sugere a especialista.

3 RETORNE ÀS ORIGENS

Lembra quais programas vocês curtiam quando começaram a namorar? Resgatar velhos hábitos costuma render momentos prazerosos para recordar, uma vez mais, por que vocês estão juntos. Que tal colocar em movimento aquela bicicleta parada na garagem ou retomar caminhadas no parque que eram tão frequentes quando vocês se conheceram?

Cátia sugere que o casal liste, em uma folha, tanto os programas do começo do namoro que ficaram para trás quanto coisas que acabaram virando rotina. Spoiler: nesse último quesito, andar desleixados em casa casa, sem se cuidar um para o outro, costuma ser um item frequente.

- Depois de identificar isso, recomendo não apenas voltar a fazer o que se fazia no início de namoro, mas deixar de lado esses costumes que abraçamos por causa da rotina. Veja como isso pode melhorar qualquer relacionamento - diz Cátia.

4 COLOQUE O SEXO NA AGENDA

Se está difícil encontrar tempo para transar, talvez seja o momento de estabelecer isso como prioridade, com compromisso na agenda e tudo. Planejar momentos íntimos como nos velhos tempos, quando o clima de conquista ainda estava no ar, pode trazer boas memórias e até reacender o tesão.

- No início do namoro, os hormônios nos deixam muito alegres. Depois de anos de relacionamento, para manter essa mesma sensação, é preciso agir de forma racional. Planeje um momento íntimo, uma viagem, um final de semana sem os filhos. Pensem em tudo o que vocês vão fazer quando tiverem esse tempo livre para vocês. Só não vale ficar cada um pendurado no seu celular - diz Cátia.

O recurso do sexo na agenda, porém, deve ser usado por tempo limitado, de acordo com Priscila:

- É uma solução de emergência. Se você tiver de recorrer sempre à agenda para transar, perde a naturalidade e provavelmente vai virar mais um compromisso chato.

1 TENHA MOMENTOS A SÓS

O passar dos anos tende a levar muitos casais a se isolar em sua própria rotina a dois ou com os filhos. É como se tivessem se transformado em uma única pessoa, sem nenhum cuidado com a individualidade de cada um. Fazer programas com os amigos ou a sós, com respeito e compreensão do que é importante para o outro, é fundamental para manter a vitalidade na vida a dois. Priscila recomenda escolher pelo menos uma atividade semanal, como um hobby, para cada um fazer sozinho.

- Colocar na agenda espaço para um esporte ou uma atividade que lhe faça bem pode dar um respiro à relação, porque as pessoas começam a funcionar só como casal e esquecem de si - afirma a sexóloga.

Manter uma agenda de compromissos sem seu par é um exercício de liberdade natural quando há segurança no relacionamento, explica Cátia:

- Não é para fazer nada escondido. É tudo com respeito e confiança no outro a ponto de que, se ele quiser sair para uma aula de dança, você não vai ver problema nisso. É preciso confiança e liberdade para chegar nesse estágio.

6 TIRE FÉRIAS DE FINAL DE SEMANA

Quando perguntados sobre os momentos bons na vida a dois, muitos casais costumam lembrar das férias, aquele momento programado em que se esquece das contas a pagar e dos problemas do cotidiano. A dica das especialistas é dividir momentos de ócio ao longo do calendário, sem necessariamente precisar esperar por longos períodos de folga. Use a criatividade e experimente mudar de ambiente, visitando alguma parte da cidade que vocês não costumam frequentar ou fazer viagens curtas em um final de semana ou feriadão, curtindo um ao outro como se estivessem de férias.

- O que não dá é esperar o ano inteiro para passar bem em um mês de férias - afirma Cátia.

5 CONVERSE SOBRE SEXO

A diminuição do tesão parece inevitável ao longo dos anos. E um dos caminhos para contorná-la é conversar para entender o porquê de isso estar acontecendo. E, se for necessário, buscar a ajuda de um especialista. Na maior parte dos casos, a falta de libido tem causas associadas.

- As mulheres que têm queda no desejo muitas vezes estão com um problema com o parceiro, mas também entrando na menopausa. E isso deve ser conversado com ele, contando com a compreensão e ajuda do par nesse momento - diz Priscila.

Como dar a volta por cima? Em muitos casos, a solução pode ser simples, explorando possibilidades até então inéditas para o casal. As sexólogas estão de acordo em afirmar que é possível descobrir novidades no sexo mesmo com uma década - ou mais - de relacionamento, respeitando e estimulando a própria transformação e a do outro. A dica é conversar abertamente sobre o que você não gosta mais de fazer e as coisas novas que gostaria de tentar. E, claro, estar aberto a escutar os desejos de seu par.

- Muitas pessoas passam anos e anos tendo um mau relacionamento porque têm vergonha de falar sobre esse assunto, porque acham que o outro vai ficar chateado. Não cometa esse erro - indica Cátia.

7 TOME A INICIATIVA

Ficar insatisfeita esperando que o outro tome uma atitude para melhorar tanto o dia a dia quanto o sexo não leva a lugar nenhum - provavelmente, seu par tem o mesmo pensamento em relação a você. Dá para começar planejando um jantar romântico, com uma trilha sonora especial, culminando em uma noite diferente na cama. Depois de tomar a iniciativa algumas vezes, já é permitido cobrar que o outro também pense em programinhas para fugir da rotina.

- Dá para cobrar de uma maneira positiva: "No mês passado, eu fiz isso e isso. Que tal esse mês você produzir uma surpresinha para nós dois?" - sugere Cátia.

A especialista acredita que um programa diferente por mês é o mínimo para um casal que está junto há muitos anos manter a harmonia da relação.

- Não dá para esperar o aniversário de namoro ou casamento para comemorar. Faça uma gracinha diferente, esteja presente para o outro naquele momento. Mande uma mensagem sugerindo alguma coisa bacana. Se a pessoa não gostar, você pergunta: "E o que você sugere que a gente faça juntos?" - propõe Cátia.

ROSSANA SILVA, ESPECIAL


23 DE SETEMBRO DE 2017
PIANGERS

Unicórnios existem

Me respondeu unicórnio! quando perguntei o que queria ser quando crescesse. Me deixou engasgado quando me pediu um de Natal. Voltou pra casa indignada quando os amigos da escolinha riram ao ouvir qual era seu animal favorito. Não existe!, disseram. Calma, filha. Vamos colocar aqui no Google: unicórnios de verdade. E ali estavam. Fotografias de unicórnios de verdade. Até eu fiquei impressionado. Me disse: Vamos imprimir e levar pra escola e esfregar na cara deles!. Melhor não, filha, disse eu. Se eles estão desinformados, o problema é deles.

Quando fez cinco anos entrou pela primeira vez na fase de duvidar das coisas. Fez uma lista de presentes de Natal (basicamente, presentes que a irmã mais velha tem e não empresta) e, quando eu disse "Quanta coisa! Coitado do Papai Noel!", ela ficou me encarando, olhinhos brilhando, sorriso maroto. "Coitadinho do papai...", falou rindo, como se quisesse dizer "eu sei o seu segredo".

Meu segredo é que eu não sei mentir, mas também não sei desmanchar a imaginação de ninguém. "Lobo existe?", perguntou pela décima vez este mês. Existe. Mas Lobo Mau existe? Existem lobos que são maus, que atacam. Mas eles comem vovozinhas? Não tenho aqui comigo os dados de todas as vítimas, mas acredito que vovozinhas já foram atacadas, sim. Hum...

Eu quero que ela acredite em coisas, mas me recuso a mentir. Nunca direi: "Papai Noel não existe", mas também não vou garantir que é realmente ele que entrega os presentes. Certamente, há coisas que os olhos não conseguem ver. Um mundo sem imaginação é um mundo triste.

Esses dias, estávamos no táxi e apareceu um arco-íris. Foi o maior e mais próximo arco-íris que já vi na vida. Ficamos todos eufóricos, até o até então antipático motorista. Pedimos pro táxi parar e, no meio da chuva fina, fizemos pose na rua e tiramos uma foto perto do enorme arco-íris. Foi engraçado e emocionante.

Quando voltamos pra dentro do táxi a Aurora cochichou, pra ninguém ouvir: "Unicórnios existem".

Tomara que sim, filha. Tomara que sim.

PIANGERS


23 DE SETEMBRO DE 2017
JÚLIA DANTAS

POLÊMICA NÃOFOI SOBRE A ARTE

Desde o encerramento precoce da exposição Queermuseu, diversos artistas têm se manifestado a favor da liberdade de criação. Admiro as manifestações e assino embaixo, mas arrisco dizer que o maior perigo nessa história é outro.

O MBL e os militantes de extrema direita que deram ao caso suas dimensões estratosféricas não estavam interessados em debates artísticos: os ataques sobre a exposição e seus visitantes foram baseados em mentiras e distorções que pretendiam apenas associar a comunidade LGBT a crimes de pedofilia e abuso infantil. 

A partir de uma obra de Adriana Varejão, que retrata abusos do período colonial, surgiu a estapafúrdia acusação de incentivo à zoofilia (não posso imaginar quem levantaria tão absurda bandeira, nem que espécie de movimento se beneficiaria da popularização da zoofilia, muito menos o que ganharia com isso, mas vou encerrar aqui esse parêntese); a partir de uma obra de Bia Leite construída em cima de publicações do tumblr Criança Viada se alastraram os gritos de pedofilia. É importante notar que, a partir de um recorte, youtubers em fúria bradaram a todos os lados que a mostra inteira era de "putaria e sacanagem".

Por que a mostra inteira? Porque é queer. Tivesse a mesma seleção de obras recebido outro nome e os supostos defensores da moral provavelmente nem teriam entrado na exposição. A discussão não é sobre arte. É sobre LGBTfobia. É recorrente que os mais preconceituosos tentem associar homossexualidade a pedofilia, num vínculo tão falso quanto cruel. 

Chamar de pedofilia ou de pornografia a imagem de uma criança vestida posando de forma inocente para uma foto apenas porque ela se intitulou "criança viada" é o exemplo mais didático que poderíamos ter da heteronormatividade. Ninguém acha problemático supor que uma criança seja hétero, que um menininho tenha uma namoradinha, mas, quando uma criança manifesta outro tipo de comportamento, sofre bullying e, muitas vezes, violências piores, seja em casa ou na escola. O tumblr de Iran Giusti é sobre isso, sobre o respeito às diferenças desde cedo. O objetivo dos protestos nunca foi salvar as crianças de obras de arte "perversas"; apenas violentar tudo que remete à população LGBT.

Pouco depois dos ataques à exposição, em Jundiaí, uma decisão judicial impediu apresentações da peça O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu. Inúmeras obras de arte já foram feitas em cima de imagens religiosas, mas as que suscitaram protestos foram essas: Jesus na pele de uma atriz trans, e a obra de Fernando Baril, 

Cruzando Jesus Cristo com Deusa Schiva, em Queermuseu. Não é coincidência. Porque, assim como não estamos falando de arte, não estamos falando de religião. Estamos falando do país que mais mata transexuais no mundo, o país que agora voltou a permitir que se trate homossexualidade como doença num retrocesso de quase 30 anos, do país que joga às margens todas as suas minorias. Não estamos falando de arte, estamos falando de ódio.

JÚLIA DANTAS

23 DE SETEMBRO DE 2017
CLÁUDIA LAITANO

VERTIGEM DE ANACRONISMO


Apergunta está no enigmático episódio final da terceira temporada de Twin Peaks: Isso é o passado ou é o futuro?, mas poderia ser o slogan de outra série americana de sucesso, Handmaids Tale, uma das grandes vencedoras do Emmy no último dia 17.

Nessa história baseada em um romance distópico da escritora canadense Margaret Atwood, O Conto da Aia (1985), o futuro é muito parecido com o passado - só que pior. Depois de uma contrarrevolução, as mulheres perderam a liberdade e todos os outros direitos adquiridos no século 20, voltando a ser os cidadãos de segunda categoria que eram até bem pouco tempo atrás.

Se você vive em um país governado por um sujeito capaz de usar uma reunião da ONU para lançar ameaças de "destruição total" a outra nação, a sensação de que a roda da História não apenas empacou, mas embalou para trás pode ser bastante concreta. No Brasil, nos últimos tempos, essa desconfortável vertigem de anacronismo talvez seja ainda aguda - com discursos em defesa da censura e do fanatismo religioso tomando conta do espaço público e a ideia de intervenção militar voltando a parecer razoável para determinados segmentos.

O descompasso entre as forças de transformação de costumes e a reação contrária, nostálgica, que celebra a tradição como um valor em si e desconfia de tudo aquilo que é novo e disruptivo, sempre existiu. A escravidão já era infame na Europa havia décadas quando o Brasil finalmente decretou a abolição. 

A Alemanha está prestes a eleger uma mulher para o quarto mandato como chanceler, enquanto na Arábia Saudita elas ainda não podem sequer dirigir o próprio carro. Mesmo assim, para quem nasceu depois da II Guerra Mundial e se beneficiou de toda a liberação de costumes dos anos 1960, havia a sensação, talvez ingênua, de que direitos individuais já conquistados estavam de alguma forma garantidos. Em 2017, a única circunstância garantida é a da instabilidade.

Um livro que saiu nos EUA no ano passado e vai virar filme em 2018 (com Nicole Kidman e Russel Crowe) mostra como esse descompasso pode ser profundo em uma sociedade moderna que convive com bolsões de fundamentalismo. O americano Garrard Conley tinha 19 anos, em 2004, quando aceitou ser enviado para um centro especializado em "redesignação sexual". 

Criado em uma família extremamente religiosa, Conley acreditava que lutar contra o próprio desejo era a única forma de manter o amor e o respeito dos pais. Boy Erased (algo como "garoto apagado") é o relato do tratamento cruel e obviamente ineficaz a que o garoto foi submetido, uma "terapia" que incluía lavagem cerebral, violência psicológica e muitos remédios. A mãe de Garrard só entendeu o mal que estava causando ao próprio filho quando percebeu que ele estava prestes a entrar para as estatísticas de suicídio juvenil.

O movimento "ex-gay" nos Estados Unidos, não por acaso, ganhou força em 1973, ano em que a Associação de Psicologia Americana tirou a classificação de doença mental da homossexualidade. Clínicas que oferecem esse tipo de tratamento, religiosas ou não, continuam existindo no mundo inteiro, inclusive no Brasil, à revelia de tudo o que a ciência vem dizendo há mais de 40 anos.

Desacreditar a ciência, aliás, é a primeira atitude de quem conspira para que o futuro seja cada vez mais parecido com tudo aquilo que já deveríamos ter deixado para trás.

CLÁUDIA LAITANO

sexta-feira, setembro 22, 2017



Semana Farroupilha, 

gaúchos e rio-grandenses Com o brilho e o garbo habituais, comemoramos mais uma Semana Farroupilha, evento estadual aprovado em lei e que, além dos CTGs e do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), envolve os rio-grandenses de todas as querências, dessa terra que é um grande e rico mosaico cultural. 

Por certo temos que ter orgulho de nossas façanhas, que podem/devem servir de modelo para toda a terra e, claro, temos orgulhos de nossas modelos que, igualmente, servem de modelo e façanhas para toda a terra. Gisele Bündchen, Ieda Vargas, Iolanda Pereira e Deise Nunes, entre outras, mostram que somos campeões em Miss Brasil e que os sangues mesclados de índios, negros e europeus geraram as mulheres mais bonitas do planeta, modéstia às favas. 

Nesse momento de festa, podemos até aproveitar para pensar criticamente sobre nossas origens e sobre nossas divisões políticas, regionais, futebolísticas, culturais, comerciais e industriais. Já pensamos em Pacto pelo Rio Grande na Assembleia Legislativa, a ADVB lançou uma simpática campanha Rio Grande do Sim, mas seguimos muito grenalizados e isso acaba nos prejudicando. Precisamos dialogar, ficarmos unidos em favor das causas maiores do Rio Grande. 

Em meio ao milhão de pessoas que circulam pelo Acampamento Farroupilha e a tantos números que nos orgulham, especialmente os 1.700 CTGs do Estado, o embaixador aposentado e escritor porto-alegrense Fernando Cacciatore de Garcia lançou a importante obra A origem do gaúcho e outros ensaios (Buenas Ideias, 128 páginas). Cacciatore, entre outras obras sobre história e arte, redigiu Como escrever a História do Brasil e A arquitetura neoclássica em Porto Alegre. 

O autor nos fala, com apoio em muitas leituras, pesquisas e reflexões, sobre a palavra gaúcho sua história e origem, os "gaúchos antigos", o aparecimento do gaúcho e, igualmente, fala do preconceito que muitos brasileiros de outros estados têm com os gaúchos. Nos outros ensaios do livro, Cacciatore fala da impossível Linha de Tordesilhas, de Dona Leopoldina iluminista, de iluministas e anti-iluministas e o caso da Academia Brasileira de Belas Artes, dos Brasis de Borges. O autor desmonta lendas como a de que os gaúchos têm origem na Argentina e, com grande erudição e sem medo de opinar, fala de nossas origens e de livros sobre gaúchos. 

Como se sabe, o tema comporta dúvidas, polêmicas e ainda está em aberto. Quem é o gaúcho? De onde veio a palavra e como se desenvolveu sua história de séculos no pampa? Ser gaúcho é um destino? Eduardo Bueno, na apresentação, escreve: "Gaúchos são sombras numa correnteza de grama, com um pé no estribo e um pé na estrada. No ensaio que abre o livro, Cacciatore dispôs-se a dissipar algumas dessas sombras, tingi-las de outras cores e dar-lhes esqueleto - mesmo que para isso fosse preciso tirar alguns do armário". 

a propósito... 

Dizem que gaúcho é sinônimo de rio-grandense, mas penso que é melhor o adjetivo rio-grandense. Ele comporta os gaúchos de todas as querências e não só os mais ligados ao pampa. Rio-grandenses estão desde o Chuí até Iraí, de Torres a Três Passos, passando por Santa Maria e na direção de Pelotas e Rio Grande, Bento Gonçalves e Caxias. Rio-grandenses são índios, negros e brancos, raça humana única. Somos todos rio-grandenses, parte do mosaico maravilhoso de paisagens, pessoas, história, arte e cultura. 

Sonho com uma grande festa rio-grandense. Nada contra festas nas cidades e nas regiões, que devem continuar. Tudo a favor de mais diálogo e união. Disso muito precisamos, que a coisa tá feia. - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/09/colunas/livros/586397-para-amar-clarice-lispector.html)


Notícia da edição impressa de 22/09/2017. 
Alterada em 21/09 às 19h34min 

Para amar Clarice Lispector 

Detalhe da capa do livro REPRODUÇÃO/JC Para amar Clarice - como descobrir os aspectos mais inovadores de sua obra (Faro Editorial, 158 páginas), de Emilia Amaral, doutora em Literatura, professora e autora, entre outros, de Novas Palavras, mostra porque Clarice Lispector tornou-se clássica e ensina os leitores a conhecerem mais a autora e os traços fundamentais de sua escrita, bem como suas escolhas temáticas e os aspectos que tornaram sua obra tão importante e perene, no Brasil e no exterior. 

O livro faz parte da série Para Amar, da Editora Faro, que idealizou-a para que os leitores se aproximem das obras naquilo que elas têm de mais essencial. Não se trata de resumo de obras dos escritores, mas, sim, um guia para o olhar do leitor entender a narrativa dos autores a partir do conjunto de suas obras, servindo como um roteiro para que qualquer pessoa seja capaz de observar os aspectos mais relevantes dos trabalhos dos autores enfocados. 

No caso especialíssimo de Clarice, Emilia Amaral encontra elementos fortes: a individualidade, a voz dos que não têm espaço, o inconsciente, a narrativa desordenada, a busca existencial, a metafísica, o caos interno e a visão psicanalítica. Utilizando trechos da obra de Clarice, de livros como A hora da estrela; Laços de família; A paixão segundo G.H.; e Perto do coração selvagem, a autora mostra como Clarice buscava a profunda densidade dos mistérios humanos e como seu incrível tom de conversa ligeira tinha refinamento metafísico. 

Essas características e as questões abordadas em seus livros lhe conferem destaque entre os autores mais importantes da literatura brasileira. O volume de Emilia Amaral se inicia com um perfil de Clarice. Depois fala da voz do que é silenciado, da ficção como exercício da aventura humana, da cumplicidade entre narrador e personagens; da arte de tocar o inexpressivo; da desmontagem da tradição, da escrita caleidoscópica ou de como (não) se tocar a coisa com a palavra e o capítulo final tem o título Como amar mais Clarice. 

Traz várias obras e sua produção de literatura infantil. Clarice, num forte pacto com os leitores, pôs a literatura a serviço da nossa existência. "Enquanto eu tiver perguntas e não respostas... continuarei a escrever." Clarice foi cedo, aos 57 anos, deixou enigmas, mistérios, perguntas, visões, contos, crônicas e romances tratando das epifanias do cotidiano, deixou palavras e silêncios. Nos deixou um muito e entregou, como dizia, sua coisa mais última: a solidão. 

lançamentos 

Heróis de 77 - A história do maior campeonato gaúcho de todos os tempos (AGE Editora, 286 páginas), é do procurador de Justiça Daniel Sperb Rubin, que, na imortal tarde de 25 de setembro de 1977, estava no Olímpico, sentado atrás da goleira onde André Catimba fez o gol do título. Daniel pesquisou um ano e meio em jornais e revistas e retrata o ambiente tenso e complexo. Textos jornalísticos e depoimentos de atletas, treinadores e dirigentes estão na obra. 

Era uma vez... E o destino mudou (StudioClio e Libretos, 114 páginas), contos organizados por Francisco Marshall, traz Gabriel de Deus, Paula Martins, Mateus H. Araújo, Marcos Schulz, Jayme Copstein, Janaína Azevedo Lopes, Helenice Trindade de Oliveira, Delmar Bertuol Alves da Silva, Fernanda Mellvee, Jorá Ribeiro Machado, Jussara Maria Kircher, Lucas Barbosa e Luiz Cabel com contos do Troféu Senalba-RS Literatura 50 anos. 

Apresentação de Antônio Johann. Pas de politique Mariô! Mario Pedrosa e a Política (Ateliê Editorial, 296 páginas), de Dainis Karepovs, o maior conhecedor do trotskismo brasileiro e diretor do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa, é a biografia de Mario Pedrosa, intelectual, escritor e um dos fundadores do PT. 

Depoimentos de Cláudio Abramo, Fulvio Abramo, Enio Bucchioni, Plinio Mello, Hélio Pellegrino e Júlio Tavares são a cereja do bolo do livro editado por Plinio Martins Filho. - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/09/colunas/livros/586397-para-amar-clarice-lispector.html)